evitando certos assuntos,
me esquivando de algumas pessoas,
afogada nos meus próprios devaneios.
pisando em ovos comigo mesma,
me mantenho na superfície.
com medo do escuro das profundezas do meu próprio ser,
espero, paciente, a onda perfeita.
e assim:
como se, pra sair, precisasse pegar jacaré,
fico aqui dependente da maré.
Talvez um bote,
ResponderExcluirjangada, bóia de patinho...
... talvez a carta da garrafa.
tem marés que afogam
e tem caravela: contra o vento;
tem marés que afagam
e tem calmaria: mar sem porto.
Talvez até nade,
sem fôlego, bóio mansinho...
... talvez até entre na garrafa.
"Mensagens e garrafas"